Asma felina: como identificar e diferenciar de outros problemas respiratórios

Especialista da UNINASSAU Rio de Janeiro alerta para sinais da doença e destaca importância do diagnóstico precoce

Por Samara Oliveira

A asma felina é uma doença respiratória crônica que pode afetar a qualidade de vida dos gatos e, muitas vezes, é confundida com outros problemas, como bronquite, pneumonia ou até a eliminação de bolas de pelo. Por isso, reconhecer os sinais e buscar atendimento veterinário rapidamente é fundamental para o bem-estar dos animais.

Sintomas podem ser confundidos com outros quadros

Entre os principais sinais da asma felina estão:

  • Tosse frequente
  • Respiração ofegante
  • Chiados respiratórios
  • Episódios semelhantes a engasgos

Esses sintomas podem ser facilmente confundidos com outras condições, o que dificulta o diagnóstico sem acompanhamento profissional.

Doença provoca dificuldade respiratória nos gatos

A asma felina causa inflamação e estreitamento das vias aéreas, comprometendo a passagem de ar até os pulmões. “Em alguns casos, a crise pode ser identificada pela posição ortopneica, quando o gato estica o pescoço e respira com a boca aberta, como se estivesse buscando ar”, explica Glauce Araújo, médica-veterinária e professora da UNINASSAU Rio de Janeiro.

Esse tipo de comportamento indica uma situação que exige atenção imediata.

Diagnóstico exige avaliação clínica completa

Devido à semelhança com outras doenças respiratórias, o diagnóstico da asma felina deve ser feito por um médico-veterinário, com base em:

  • Histórico clínico do animal
  • Exame físico
  • Ausculta pulmonar
  • Exames de sangue
  • Radiografia torácica

Registrar em vídeo os episódios de crise pode ajudar na avaliação clínica.

Tratamento varia conforme cada caso

O tratamento da asma felina depende da gravidade da doença e da resposta do animal, podendo incluir:

  • Medicamentos anti-inflamatórios
  • Broncodilatadores
  • Uso de inaladores
  • Nebulização

“O tratamento é individualizado e deve ser definido após avaliação completa do paciente”, destaca Glauce Araújo.

Ambiente influencia no controle da doença

Além do tratamento medicamentoso, o controle ambiental é essencial para reduzir crises respiratórias. Alguns fatores que devem ser evitados incluem:

  • Poeira
  • Fumaça
  • Aerossóis
  • Incensos e perfumes

Esses elementos podem desencadear ou agravar os sintomas da doença.

Casos graves exigem atendimento imediato

A dificuldade respiratória é considerada uma condição de urgência em gatos. “Quadros respiratórios devem ser tratados como emergenciais. O atendimento veterinário imediato é fundamental para preservar a vida e o bem-estar do animal”, alerta Glauce Araújo.

Ao abordar o tema, a UNINASSAU Rio de Janeiro destaca a importância de os tutores estarem atentos aos sinais clínicos e manterem acompanhamento veterinário regular. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são essenciais para garantir qualidade de vida aos felinos.

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