Por Lívia Monteiro
A UNINASSAU Juazeiro do Norte trouxe à tona um tema essencial, e ainda pouco discutido, ao promover um debate sobre saúde mental materna. A iniciativa fez parte da campanha Maio Furta-Cor, que busca conscientizar a sociedade sobre o bem-estar emocional de gestantes, puérperas e mulheres que desejam engravidar.
Além de marcar o Dia das Mães, o mês de maio também inclui o Dia Mundial da Saúde Materna e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Nesse contexto, a ação promovida pela instituição reforça a importância de olhar para a maternidade de forma mais ampla e realista.
UNINASSAU e o Maio Furta-Cor: ampliando o debate sobre saúde materna
Como parte da programação especial, a UNINASSAU, por meio do curso de Psicologia, realizou a roda de conversa “Sob outra luz: Maternidade Furta-Cor”. O encontro reuniu especialistas, estudantes e representantes de ONGs da região, como a Maio Furta-Cor Cariri.
O evento aconteceu no auditório da instituição e promoveu momentos de escuta ativa, troca de experiências e reflexão coletiva. Além disso, contou com uma apresentação audiovisual produzida por alunos do curso de Publicidade e Propaganda, destacando situações reais de vulnerabilidade durante a gestação e o puerpério.
Saúde mental materna: um tema urgente e necessário
Embora as mudanças físicas da gravidez sejam amplamente conhecidas, os impactos emocionais ainda recebem pouca atenção. No entanto, esse silêncio pode trazer consequências importantes.
Durante a gestação e após o parto, muitas mulheres enfrentam:
- Ansiedade
- Depressão
- Inseguranças emocionais
- Pressões sociais e familiares
Além disso, a romantização da maternidade frequentemente dificulta que essas experiências sejam compartilhadas. Como resultado, o sofrimento acaba sendo invisibilizado.
Por que falar sobre saúde mental materna na UNINASSAU?
De acordo com Jéssyka Andrade, psicóloga e docente da UNINASSAU Juazeiro do Norte, abrir espaço para esse diálogo é fundamental.
“Falar sobre saúde mental materna é reconhecer que a maternidade não pode ser vivida apenas a partir de idealizações. Precisamos criar ambientes seguros para que as mulheres expressem suas vivências sem julgamento.”
Ou seja, iniciativas como essa ajudam a transformar o debate em uma pauta coletiva e de saúde pública. Dessa forma, ampliam o acesso ao acolhimento e ao cuidado psicológico.
Formação humanizada: impacto direto nos estudantes
A ação também teve um papel importante na formação acadêmica. Para os estudantes da UNINASSAU, o contato com essas discussões contribui para o desenvolvimento de uma visão mais empática e sensível.
Segundo Maria Lídia, estudante de Psicologia:
- A experiência ampliou a compreensão sobre escuta qualificada
- Reforçou a importância de acolher diferentes vivências
- Destacou a singularidade de cada maternidade
Assim, além de informar, o evento prepara futuros profissionais mais atentos às demandas emocionais das mulheres.
Diálogo e acolhimento fazem a diferença
A iniciativa da UNINASSAU mostra que falar sobre saúde mental materna é essencial, não apenas para as mães, mas para toda a sociedade.
Portanto, promover espaços de escuta, informação e acolhimento é um passo importante para reduzir estigmas e garantir mais qualidade de vida para as mulheres.
Afinal, cuidar da saúde mental também é cuidar da vida.