Por Juan Lapa
Os animais podem apresentar sinais claros, e outros mais sutis, quando sentem falta de companhia. Embora sejam conhecidos por sua lealdade e carinho, os pets também têm emoções, preferências e necessidades sociais que vão além da presença do tutor no dia a dia.
Segundo o médico-veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da UNINASSAU Barreiras, Silvério de Oliveira, o isolamento excessivo pode gerar impactos significativos no comportamento e no bem-estar dos animais.
Saúde emocional dos pets
“A solidão pode gerar ansiedade de separação ou depressão comportamental. Os sinais mais comuns são: destruição de objetos, principalmente quando o tutor sai; vocalização excessiva, como latir, uivar ou miar muito; fazer necessidades fora do local habitual; apresentar falta de interesse por brincadeiras, ficando muito quieto ou parado; seguir o tutor o tempo todo, sendo uma espécie de hiperapego; e até automutilação, caso de lamber patas excessivamente e arrancar pelos”, enfatiza.
Sinais mais comuns de que o pet está solitário
Entre os comportamentos mais frequentes estão:
- Destruição de objetos, principalmente na ausência do tutor
- Vocalização excessiva, como latidos, uivos ou miados constantes
- Fazer necessidades fora do local habitual
- Falta de interesse por brincadeiras
- Ficar muito quieto ou apático
- Seguir o tutor o tempo todo, caracterizando hiperapego
- Automutilação, como lamber excessivamente as patas ou arrancar pelos
Esses sinais indicam que o animal pode estar emocionalmente sobrecarregado.
Nem sempre a tristeza é fácil de perceber
De acordo com Silvério de Oliveira, nem todo pet demonstra tristeza de forma explícita. Muitas vezes, os sinais são sutis e passam despercebidos na rotina.
Atenção a mudanças no comportamento
Os tutores devem ficar atentos a alterações como:
- Dormir mais do que o normal
- Comer menos ou em excesso
- Menor empolgação ao ver o tutor
- Desinteresse por brinquedos favoritos
- Olhar mais “apagado”
- Movimentos mais lentos
Essas mudanças podem indicar dependência emocional ou falta de estímulos adequados.
Falta de companhia ou falta de estímulo?
O especialista diferencia dois cenários importantes. Em casos de dependência emocional, o pet sofre principalmente com a ausência do tutor. Já quando falta interação social, mesmo com o tutor em casa, o animal pode demonstrar tédio excessivo. “Nesses casos, o pet tenta brincar o tempo todo, não consegue gastar energia e demonstra inquietação ou frustração”, pontua.
Como deixar o pet mais feliz e estimulado
Antes de considerar a adoção de um novo animal, o médico-veterinário recomenda investir em alternativas simples e eficazes.
Estratégias para melhorar o bem-estar do pet
Entre as principais opções estão:
- Enriquecimento ambiental com brinquedos interativos
- Uso de ossos naturais e brinquedos educativos
- Esconder petiscos pela casa
- Aumentar a frequência e variedade dos passeios
- Propor novas experiências sensoriais
Essas ações ajudam a reduzir o estresse e tornar a rotina do pet mais interessante.
Quando considerar a chegada de um novo pet
Se mesmo após essas medidas o comportamento não melhorar, a adoção de um segundo animal pode ser considerada, mas com responsabilidade. “Prefira animais da mesma espécie, com temperamento semelhante, e faça uma introdução gradual. Ter um segundo bichinho deve ser uma decisão consciente, nunca impulsiva”, finaliza Silvério de Oliveira.