Como identificar se o pet precisa de mais companhia ou de um amigo

Os animais podem mostrar sinais aparentes no dia a dia

Por Juan Lapa

Os animais podem apresentar sinais claros, e outros mais sutis, quando sentem falta de companhia. Embora sejam conhecidos por sua lealdade e carinho, os pets também têm emoções, preferências e necessidades sociais que vão além da presença do tutor no dia a dia.

Segundo o médico-veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da UNINASSAU Barreiras, Silvério de Oliveira, o isolamento excessivo pode gerar impactos significativos no comportamento e no bem-estar dos animais.

Saúde emocional dos pets

“A solidão pode gerar ansiedade de separação ou depressão comportamental. Os sinais mais comuns são: destruição de objetos, principalmente quando o tutor sai; vocalização excessiva, como latir, uivar ou miar muito; fazer necessidades fora do local habitual; apresentar falta de interesse por brincadeiras, ficando muito quieto ou parado; seguir o tutor o tempo todo, sendo uma espécie de hiperapego; e até automutilação, caso de lamber patas excessivamente e arrancar pelos”, enfatiza.

Sinais mais comuns de que o pet está solitário

Entre os comportamentos mais frequentes estão:

  1. Destruição de objetos, principalmente na ausência do tutor
  2. Vocalização excessiva, como latidos, uivos ou miados constantes
  3. Fazer necessidades fora do local habitual
  4. Falta de interesse por brincadeiras
  5. Ficar muito quieto ou apático
  6. Seguir o tutor o tempo todo, caracterizando hiperapego
  7. Automutilação, como lamber excessivamente as patas ou arrancar pelos

Esses sinais indicam que o animal pode estar emocionalmente sobrecarregado.

Nem sempre a tristeza é fácil de perceber

De acordo com Silvério de Oliveira, nem todo pet demonstra tristeza de forma explícita. Muitas vezes, os sinais são sutis e passam despercebidos na rotina.

Atenção a mudanças no comportamento

Os tutores devem ficar atentos a alterações como:

  1. Dormir mais do que o normal
  2. Comer menos ou em excesso
  3. Menor empolgação ao ver o tutor
  4. Desinteresse por brinquedos favoritos
  5. Olhar mais “apagado”
  6. Movimentos mais lentos

Essas mudanças podem indicar dependência emocional ou falta de estímulos adequados.

Falta de companhia ou falta de estímulo?

O especialista diferencia dois cenários importantes. Em casos de dependência emocional, o pet sofre principalmente com a ausência do tutor. Já quando falta interação social, mesmo com o tutor em casa, o animal pode demonstrar tédio excessivo. “Nesses casos, o pet tenta brincar o tempo todo, não consegue gastar energia e demonstra inquietação ou frustração”, pontua.

Como deixar o pet mais feliz e estimulado

Antes de considerar a adoção de um novo animal, o médico-veterinário recomenda investir em alternativas simples e eficazes.

Estratégias para melhorar o bem-estar do pet

Entre as principais opções estão:

  1. Enriquecimento ambiental com brinquedos interativos
  2. Uso de ossos naturais e brinquedos educativos
  3. Esconder petiscos pela casa
  4. Aumentar a frequência e variedade dos passeios
  5. Propor novas experiências sensoriais

Essas ações ajudam a reduzir o estresse e tornar a rotina do pet mais interessante.

Quando considerar a chegada de um novo pet

Se mesmo após essas medidas o comportamento não melhorar, a adoção de um segundo animal pode ser considerada, mas com responsabilidade. “Prefira animais da mesma espécie, com temperamento semelhante, e faça uma introdução gradual. Ter um segundo bichinho deve ser uma decisão consciente, nunca impulsiva”, finaliza Silvério de Oliveira.

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