Por Giovanna Pordeus
A solução de um crime está diretamente ligada à qualidade da investigação. Em muitos casos, detalhes quase imperceptíveis, como uma gota de sangue ou um fio de cabelo, são decisivos para esclarecer os fatos. É nesse contexto que a Biomedicina se destaca como uma área fundamental na perícia criminal, especialmente com o avanço das tecnologias científicas aplicadas à investigação forense.
Na UNINASSAU Petrolina, a formação em Biomedicina prepara profissionais capacitados para transformar vestígios em provas técnicas confiáveis, contribuindo de forma decisiva para a Justiça.
Biomedicina na perícia criminal: ciência a serviço da verdade
Segundo Aida Brandão, coordenadora do curso de Biomedicina da UNINASSAU Petrolina, a área oferece suporte científico em várias etapas da investigação criminal, garantindo que os vestígios sejam corretamente coletados, analisados e interpretados.
“Por meio de análises técnicas e científicas de vestígios biológicos e químicos, o biomédico pode transformar simples evidências em provas judiciais. O campo de atuação é amplo e envolve toxicologia, pesquisa científica, meio ambiente e entomologia”, explica.
Ou seja, o profissional pode atuar desde a cena do crime até o laboratório, acompanhando todo o processo investigativo com rigor técnico e precisão científica.
Técnicas utilizadas pelo biomédico na investigação forense
A atuação do biomédico na perícia criminal envolve diferentes funções e o uso de métodos laboratoriais avançados. Entre as principais técnicas empregadas, destacam-se:
Métodos laboratoriais aplicados na perícia criminal
- Cromatografia: utilizada para identificar substâncias químicas, como drogas e venenos
- Teste com luminol: permite detectar vestígios de sangue ocultos, mesmo após tentativas de limpeza
- Sequenciamento de Nova Geração (NGS): técnica moderna que oferece alta sensibilidade, análise simultânea de múltiplos marcadores genéticos, além de possibilidades de fenotipagem forense e genealogia genética
Essas ferramentas ampliam significativamente a precisão das análises e auxiliam na reconstrução dos fatos investigados.
A importância da genética na atuação do biomédico
Na área de genética forense, uma das principais atribuições do biomédico é a coleta e análise de DNA, considerada uma das provas mais robustas da investigação criminal. “Qualquer fluido ou tecido corporal pode conter DNA e ser utilizado como evidência, mesmo em pequenas quantidades, como sangue, sêmen, saliva, pelos, suor ou urina”, destaca Aida Brandão.
A partir dessas amostras, o profissional pode realizar exames genéticos de alta precisão por meio de técnicas como:
- Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), que permite a amplificação do DNA
- Eletroforese, responsável pela separação e análise de fragmentos genéticos
Esses métodos tornam possível identificar indivíduos, confirmar vínculos genéticos e esclarecer crimes com maior segurança científica.
Para quem deseja seguir carreira na perícia criminal, a professora reforça que a qualificação contínua é indispensável. “A especialização e o estudo constante são fundamentais para acompanhar a evolução das técnicas e garantir uma atuação precisa e ética dentro da perícia criminal”, enfatiza.
A UNINASSAU Petrolina oferece uma formação sólida, alinhada às exigências do mercado e às novas demandas da ciência forense, preparando biomédicos para atuar com responsabilidade, ética e excelência técnica.
Biomedicina: uma carreira estratégica para a investigação criminal
Com o avanço das tecnologias e a crescente valorização da prova científica, a Biomedicina se consolida como uma carreira estratégica na investigação criminal. O biomédico atua como elo entre a ciência e a Justiça, contribuindo diretamente para a elucidação de crimes e a construção da verdade.
Na UNINASSAU Petrolina, essa formação alia teoria, prática e inovação, capacitando profissionais para fazer a diferença em uma das áreas mais desafiadoras e relevantes da atuação biomédica.