A evolução da cirurgia: principais avanços que transformaram a medicina

Da Antiguidade à era da robótica: conheça a evolução da cirurgia que tornou o procedimento mais seguro e eficaz.

Os procedimentos cirúrgicos são realizados para tratamento de doenças e lesões, para diagnósticos e ainda podem ter finalidade estética. São técnicas conduzidas com precisão e segurança, mas nem sempre foi assim, por isso é interessante conhecer a evolução da cirurgia.

Neste post, vamos fazer uma viagem no tempo para entender a história dessa prática e quais os principais avanços na área que permitem tratar diferentes condições de saúde e salvar vidas. Embarque com a gente e descubra ainda como a tecnologia está revolucionando as cirurgias!

A cirurgia na antiguidade

A cirurgia é uma forma de tratamento ou diagnóstico realizada por meio de uma incisão. Dessa maneira, o paciente recebe uma anestesia para não sentir dor durante o procedimento e o médico pode utilizar diferentes instrumentos e equipamentos, como bisturi, laser, sondas e até mesmo robôs.

Primeiras intervenções

Se hoje temos o uso da anestesia e controle de assepsia para a realização de cirurgias, saiba que as primeiras intervenções para tentar tratar alguma doença ou problema de saúde eram bem rudimentares.

Nas culturas antigas, um método utilizado era a trepanação, na qual se fazia um orifício no crânio, deixando-o exposto, sendo a solução para inúmeras condições, de dores de cabeça a problemas de saúde mental. Acredita-se que também era um procedimento utilizado em rituais e propósitos religiosos.

Para essas intervenções, eram utilizadas pedras pontudas, lâminas e serras primitivas.

A medicina no Egito antigo

No Egito antigo, havia o conhecimento em anatomia devido às técnicas de mumificação, o que ajudou esse povo na realização de cirurgias. Os egípcios realizavam o procedimento com pedras afiadas e fechavam os cortes com tiras de linho.

Hipócrates e a cirurgia

As antigas civilizações realizavam as cirurgias de forma empírica, associando os males de saúde a questões espirituais e à magia. Tudo isso passou a mudar com Hipócrates (460 a.C.-377 a.C.), médico grego considerado o pai da medicina.

Com ele, a medicina passou a ser vista de forma racional como uma forma de recuperação da saúde, no entanto, naquela época, as cirurgias ainda eram vistas como algo perigoso pelas limitações no conhecimento em anatomia. 

Hipócrates defendia que o médico não deveria insistir em um tratamento além daquilo que fosse possível.

Contudo, havia os cirurgiões itinerantes, que não eram considerados médicos. Aliás, recentemente, pesquisadores descobriram a realização de uma complexa cirurgia cerebral na Grécia Antiga.

Os grandes marcos na evolução da cirurgia

Ao falar sobre a evolução da cirurgia, precisamos destacar alguns marcos desse procedimento na história da medicina. Confira abaixo!

Idade Média

As cirurgias na Idade Média, como amputações, sangrias e até mesmo extrações de dente, eram feitas por barbeiros-cirurgiões. 

Eles trabalhavam de forma independente, pois o conhecimento em medicina era controlado pela Igreja Católica. 

Para anestesiar, os barbeiros ofereciam bebida alcóolica para o paciente e, para estancar feridas e fazer a cicatrização, eles cauterizavam a região do procedimento e utilizavam óleo quente. 

Renascimento

No Renascimento, apesar de não haver anestesia adequada e assepsia para controle de infecções, as técnicas cirúrgicas foram aprimoradas, especialmente com os estudos em Anatomia.

Em 1543, o médico Andreas Versalius publicou um livro científico sobre Anatomia Humana (De Humanis Corporis Fabrica). Temos ainda Leonardo Da Vinci, que passou a medir matematicamente o organismo humano e suas proporções com dissecação de cadáveres.

Em 1545, o médico francês Ambroise Paré foi pioneiro em substituir o uso de óleo quente na cicatrização ao fazer o uso de uma composição de gema de ovo, mel e resina, obtendo melhores resultados no pós-operatório.

Séculos XVIII e XIX

Época de grandes avanços nas técnicas cirúrgicas para tratar fissuras, luxações e feridas e com destaque para o estudos sobre os germes de Louis Pasteur, que acendeu um alerta sobre a necessidade de assepsia para evitar infecções na cirurgia e mortes.

Desenvolvimento da anestesia

Um grande avanço na cirurgia foi, sem dúvida, o desenvolvimento da anestesia, evitando o sofrimento do paciente durante o procedimento.

Para anestesiar os pacientes, há registros do uso de ópio, de esponja com solução feita a partir de plantas sedativas e analgésicas, de haxixe e clorofórmio. 

Em 1173, há um marco no desenvolvimento da anestesia com a descoberta do óxido nitroso com experimentos iniciados em 1796 na Inglaterra. A substância propiciava um estado agradável e o desejo de rir, sendo chamado de gás hilariante.

A descoberta da anestesia começou com os trabalhos dos norte-americanos: o médico Crawford W. Long e os dentistas Horace Wells e William Morton. Long retirou o cisto do pescoço de um paciente em 1842 com a utilização de éter.

Dois anos depois, Wells fez a extração dentária com o uso de óxido nitroso e, em 1846, aconteceu, em Boston, o que é considerada a primeira cirurgia com anestesia geral: o cirurgião John Collins Warren fez a retirada de um tumor no pescoço de um paciente que foi anestesiado com éter pelo dentista William Morton.

Depois do éter e óxido nitroso, foi utilizado o clorofórmio, ciclopropano e halotano. Em 1902, criou-se o termo anestesiologia. 

Vale ressaltar que uma grande revolução na anestesia se deu com o uso de drogas administradas na veia. 

Atualmente, os anestesistas têm muitas opções, como sedativos, analgésicos, anestésicos e bloqueadores musculares e escolhem o mais adequado para cada situação cirúrgica.

Além disso, as substâncias são administradas de maneira segura e o paciente é monitorado para não sentir dor e evitar qualquer complicação durante a cirurgia.

Técnicas assépticas e o controle de infecções

Além dos avanços da anestesia, a cirurgia também passou a ser realizada com menos risco de infecções com o uso de técnicas assépticas, ou seja, médicos e equipes de saúde seguem protocolos de higienização e esterilização para evitar qualquer contaminação.

Avanços tecnológicos atuais na cirurgia

Além das pesquisas científicas na área da cirurgia, aprimorando tratamentos, técnicas e diagnósticos, é preciso ressaltar o papel dos avanços tecnológicos nesse tipo de intervenção. Acompanhe!

Cirurgia minimamente invasiva

A laparoscopia foi desenvolvida em 1901 e de lá para cá passou por grandes avanços, sendo que o médico utiliza uma microcâmera e pequenos instrumentos para realizar tratamentos e diagnósticos na área de ginecologia, urologia, gastroenterologia, entre outras.

Assim, com pequenas incisões, é possível tratar o paciente com mais precisão e menor risco de sangramento, sem contar os ganhos no pós-operatório, com menos dor, e na recuperação, que é mais rápida.

Robôs cirúrgicos

Mais um avanço são os robôs cirúrgicos, permitindo que os médicos operem com maior liberdade de movimentos, visão mais completa, mais precisão e estabilidade. 

Com isso, podem realizar procedimentos minimamente invasivos, garantindo um tratamento mais eficaz e benefícios para o paciente no pós-operatório.

Como você pode acompanhar nessa viagem no tempo, a evolução da cirurgia, especialmente com a anestesia, medidas de assepsia e inovações tecnológicas, aumentaram a segurança e o sucesso dos procedimentos.

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FAQ / Perguntas frequentes

  1. O que são técnicas minimamente invasivas?

    São procedimentos cirúrgicos realizados com pequenas incisões e uso de microcâmeras e fibra óptica.

  2. Quais são as 3 fases da cirurgia? 

    São pré-operatório, operatório e pós-operatório.

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