Em 2023, as mulheres na medicina representavam 49,92% do total da categoria no Brasil, de acordo com o levantamento Demografia Médica 2024. A projeção é que, em 2024, as médicas sejam a maioria da categoria, visto que a proporção de médicas jovens já ultrapassa a de homens jovens na carreira.
No entanto, esse cenário é novo, pois as mulheres tiveram que batalhar muito, tanto em relação à formação como para ter um espaço maior no mercado de trabalho.
Quer saber mais sobre as conquistas, dificuldades e os principais nomes das mulheres na medicina e na área da saúde? Confira este post e entenda melhor sobre o assunto!
Qual a importância das mulheres na medicina?
As mulheres têm uma grande importância na medicina devido a diferentes fatores, como contribuições incríveis em pesquisas científicas na área e por serem responsáveis por um cenário mais igualitário na carreira.
Elas têm papel relevante também na excelência acadêmica e em cargos de liderança na saúde pública. Tem ainda o fato de que elas propiciam um atendimento médico mais empático e humanizado, com um olhar sensível para as necessidades de diferentes grupos de pacientes.
Tudo isso é resultado de muita luta, pois o ensino da medicina, por exemplo, nem sempre foi aberto para as mulheres, tanto é que a primeira médica formada no Brasil, Rita Lobato Velho Lopes, conquistou o diploma em 1888, sendo que a primeira faculdade de Medicina no país surgiu em 1808.
Principais desafios enfrentados pelas mulheres na medicina
Quer entender alguns dos obstáculos enfrentados pelas mulheres na medicina? Veja a seguir!
Desigualdade de gênero
Assim como em outras áreas do mercado de trabalho, na medicina, muitas profissionais com a mesma função e carga horária dos colegas homens, recebem uma remuneração menor. Segundo o levantamento Demografia Médica 2023, as médicas recebem salários 36,3% menor que o dos homens.
Além disso, o estudo também mostra que os homens são maioria em 36 das 55 especialidades médicas, sendo que em Urologia, Ortopedia e Traumatologia e Neurocirurgia, os homens representam mais de 90% dos profissionais. É preciso acrescentar ainda que as mulheres são minoria em todas as especialidades cirúrgicas.
Sub-representação em cargos de liderança
Na área da saúde, os cargos de liderança também são ocupados em sua maioria por homens. Dados da organização Women in Global Health mostram que, apesar de serem 70% dos profissionais da linha de frente na saúde, as mulheres estão em apenas 25% dos cargos de liderança.
Assédio e discriminação no local de trabalho
A Pesquisa Violência contra a Mulher Médica, da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Associação Paulista de Medicina (APM), realizada em 2023, trouxe um dado que escancara os desafios das mulheres na medicina: 60% delas revelaram que já sofreram assédio moral ou sexual no local de trabalho e 70% das profissionais disseram que já sofreram preconceito na carreira.
Expectativas e Pressões Sociais
Por último, da mesma maneira que profissionais de outras áreas, as mulheres sofrem a pressão e expectativa de conciliar vida pessoal e profissional, ou seja, precisam se dividir em várias jornadas para cuidar dos filhos, o que também se torna um obstáculo para o sucesso na carreira.
Principais nomes femininos na área da saúde
Agora é o momento de conhecer mulheres destaque na medicina e na saúde. Acompanhe!
Rita Lobato Velho Lopes
Rita Lopes foi a primeira médica a se formar no Brasil, em 1887, com a tese “Paralelo entre os métodos preconizados na operação cesariana”. Seu diploma foi registrado em 1888.
A médica atuou como obstetra no Rio Grande do Sul e atendia mulheres de diferentes grupos sociais, fazendo consultas e fornecendo medicação gratuitamente às pacientes.
Elizabeth Blackwell
Nascida no Reino Unido, Elizabeth Blackwell foi a primeira mulher na história a se formar médica. Ela cursou Medicina nos Estados Unidos e se formou em 1849, impulsionando a entrada de mais mulheres nos cursos de Medicina no país.
Virginia Apgar
Virgínia Apgar foi uma médica norte-americana que revolucionou o atendimento neonatal, pois foi a criadora da Escala de Apgar, um teste feito logo que o bebê nasce para verificar seu estado geral de saúde. A partir disso, houve redução da mortalidade de bebês em todo mundo.
Helen Brooke Taussig
Helen Brooke Tausing foi uma cardiologista norte-americana que fez descobertas importantes na cardiologia pediátrica, especialmente em relação a casos de malformação congênita.
Mary Edwards Walker
Mary Edwards Walker foi a primeira mulher a atuar como cirurgiã no Exército dos Estados Unidos, durante a Guerra de Secessão.
Jane C. Wright
Destaque na área de oncologia, a pesquisadora e cirurgiã norte-americana Jane C. Wright foi pioneira no tratamento do câncer, com a quimioterapia.
Gerty Cori
Gerty Cori, nascida na República Tcheca, foi a primeira mulher a ganhar o Nobel de Medicina por descobrir como o ácido glicólico atua no metabolismo, trazendo contribuições importantes para o tratamento da diabetes.
Rosalind Franklin
Rosalind Franklin foi uma pesquisadora inglesa, pioneira na área de biologia molecular, que descobriu a estrutura do DNA.
Adriana Melo
Adriana de Oliveira Melo é uma médica e pesquisadora brasileira que descobriu a relação entre a infecção pelo Zika Vírus com o grande número de casos de microcefalia na região Nordeste.
Gostou de saber um pouco mais sobre as grandes personalidades quando o assunto são as mulheres na medicina? Ainda há muito a conquistar, por isso é importante conhecer e homenagear o trabalho de grandes médicas na área.
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Outras dúvidas sobre mulheres na medicina que podem ajudar
Quais são as iniciativas atuais para apoiar e promover a carreira de mulheres na medicina?
É fundamental que empresas não façam nenhum tipo de discriminação de gênero, estimulando o crescimento profissional das mulheres, inclusive em cargos de liderança, e também apoiem aquelas que precisam se dividir entre trabalho e maternidade.
Qual é a médica mais famosa do mundo?
Há vários nomes de destaque, como Gerty Cori, Virgínia Apgar e Jane C. Wright, Zilda Arns, Nise da Silveira
Qual a média salarial de uma médica?
A remuneração pode variar devido à especialidade da médica, cidade de atuação e experiência profissional, porém a Demografia Médica 2023 mostrou que as mulheres receberam salários 36,3% menor que o dos homens.